Bacias Petrolíferas Brasileiras

Uma bacia sedimentar, fundamental no processo de formação do petróleo, é resultado do acúmulo de sedimentos – detritos – de matéria orgânica, substâncias químicas e de rochas mais antigas. Conforme os sedimentos vão sendo acumulados na bacia, há aumento da pressão e da temperatura sobre a matéria já depositada, resultando, ao longo do tempo, na formação do petróleo.

As bacias petrolíferas do tipo onshore são originadas de antigas bacias sedimentares marinhas e encontram-se em terra. Por sua vez, as bacias petrolíferas do tipo offshore são encontradas na plataforma continental ou ao longo da margem continental. A maioria das bacias petrolíferas brasileiras é do tipo offshore.

Dos 6.436.200 km² totais de bacias sedimentares no país, 4.898.050 km2 (76%) encontram-se em terra e 1.538.150 km2 (24%) em plataforma continental. Elas são datadas do Paleozóico, do Mesozóico e do Cenozóico. As maiores são a Amazônica, a do Parnaíba (Meio-Norte), a do Paraná e a Central. As Bacias do Recôncavo, Tucano (produtoras de petróleo), do Pantanal Mato-Grossense, do São Francisco e a Litorânea são as de menor extensão.

Atualmente, nove das bacias sedimentares brasileiras – Bacias de Campos, Tucano, Potiguar, Recôncavo, Solimões, Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Ceará e Santos – são produtoras de petróleo, o que corresponde a 1.645.330 km², 25,6% da área total.

Principais bacias produtoras de petróleo:

Bacia de Campos: estendendo-se por 100.000 km² do estado do Espírito Santo, nas imediações da cidade de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro (onde está montado um dos maiores complexos petrolíferos do mundo), a Bacia de Campos é a maior província petrolífera do Brasil, sendo responsável por mais de 80% da produção do país (cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo) e possuindo as maiores reservas provadas já identificadas e classificadas no Brasil. Ela representa importância significativa na riqueza nacional, sendo responsável por um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de R$ 54 bilhões por ano e possuindo cerca de 40 mil habitantes. Segundo os últimos dados do IBGE, esse PIB é maior do que o do estado da Bahia (R$ 52 bilhões), equivale ao PIB somado dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e é praticamente igual ao de toda Região Norte (R$ 57 bilhões).

Bacia de Santos: estendendo-se desde o litoral sul do estado do Rio de Janeiro até o norte do estado de Santa Catarina, abrangendo uma área de cerca de 352.000 km², a Bacia de Santos é uma das áreas exploratórias mais promissoras do Brasil. Dos 35 mil barris de petróleo que já estão sendo produzidos no pré-sal brasileiro, 20 mil se dão em Tupi, um dos campos na Bacia de Santos. Desde 2007 a Petrobras descobriu importantes acumulações de petróleo e gás natural em águas profundas e abaixo de uma espessa camada de sal em uma área de sua abrangência.

Bacia do Espírito Santo: localizada ao longo do litoral centro-norte do estado do Espírito Santo e o litoral do extremo sul do estado da Bahia, num total de 123.130 km², a Bacia do Espírito Santo destaca-se por suas reservas significativas de gás natural e óleo leve, especialmente no que se refere à sua porção marítima. Em 2008, a Petrobras anunciou a descoberta de óleo de boa qualidade em um de seus campos (Golfinho), evidenciando seu alto potencial.

 

Bacia do Recôncavo: localizada no Estado da Bahia, Nordeste do Brasil, ocupando uma área de aproximadamente 11.500 km2, a Bacia do Recôncavo foi a primeira bacia brasileira a ser explorada e é a segunda bacia brasileira com maior volume de produção acumulada, perdendo apenas para a Bacia de Campos. No início dos anos 1960, a Bacia do Recôncavo chegou a produzir 150 mil barris por dia.